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[pequenos ensaios críticos sobre arquitetura e arte contemporânea]

Ponto de Vista

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Em fase de finalização , o arranha-céu horizontal de Steven Holl em parceria com Li Hu tem a mesma extensão que o Empire State Building de Nova York. Projeto vencedor de um concurso fechado para grandes escritórios de arquitetura, o edifício paira sobre um jardim tropical na China.

A primeira imagem que vi deste projeto, foi a que se apresenta abaixo, uma panotrâmica de todo o complexo. Me pareceu algo relacionado à atividades portuárias, telvez pelos guindastes das obras ou pelos volumes que lembram containeres. Quando li alguns textos a respeito, encontrei um que dizia que o prédio acontece como se estive flutuando em alto mar e agora retornou à terra. Até que o meu palpite não foi totalmente furado!

De qualquer forma, chamou a atenção por parecer diferente, mesmo sem saber do que se tratava. E de fato, a originalidade é que marca este projeto desde o princípio. Pesquisando sobre, descobri algumas imagens das outras propostas dos demais escritórios participantes do concurso, como os holandeses do MVRDV (não encontrei novamente as imagens para colocar no post) e todas as outras propostas consistiam em torres verticais que se se diferenciavam pelos formatos, enquanto que a proposta escolhida se diferenciou pela concepção. Enquanto muitas arquiteturas buscam a exuberância desafiadora de prédios que são verdadeiras esculturas que tocam o céu, como os projetos para Dubai, nos Emirados Árabes, o projeto vencedor deste concurso partiu para o, então, menos óbvio: um grande edifício horizontal.

Particularmente, gosto de toda arquitetura que se desprende do chão, que usa o espaço mas que também cria espaço. O piso térreo deste grande edifício, que abriga hotel, apartamentos, salas de eventos e outras funções, é livre e funciona como espaço público. É uma demonstração de como um dos cinco pontos da proposta para a arquitetura moderna de Le Corbusier (século passado) é forte e atemporal: a nova perspectiva do ambiente urbano que se cria com construções suspensas sobre pilotis.

Os estudos desenvolvidos para resolver a volumetria levaram em conta as visuais para a paisagem do entorno e a solução final do projeto adota estratégias de sustentabilidade, como telhado verde e grelhas para controlar a incidência solar nos espaços internos.

Enfim, o sucesso deste projeto está, a meu ver, na percepção dos arquitetos que encontraram uma solução nem um pouco vaidosa, mas muito astuta e inteligente. A beleza inegável vem como consequência, e não como objetivo principal da proposta.

Rafael Alcantara

Principal fonte de informações e fonte das fotos: http://www.designboom.com/weblog/cat/9/view/8352/steven-holl-architects-horizontal-skyscraper-vanke-center.html
Para lembrar Le Corbusier: http://pt.wikipedia.org/wiki/Le_Corbusier


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Written by Rafael Alcantara

6 de dezembro de 2009 às 5:30 pm

Publicado em Uncategorized

2 Respostas

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  1. Muito lindo!

    Camila

    11 de dezembro de 2009 at 6:11 pm

  2. Para mim parece mais com um porto e suas docas. O que faz sentido, pois está voltado para a água, no caso, o lago.

    Jonas

    7 de fevereiro de 2010 at 2:28 pm


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