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[pequenos ensaios críticos sobre arquitetura e arte contemporânea]

sustentabilidade e arquitetura parasita

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Ouvi falar pela primeira vez sobre sustentabilidade durante as aulas de Conforto Ambiental na faculdade. Na época era algo relativamente novo e me parecia se tratar de uma prática restrita à arquitetura. Atualmente a bandeira da sustentabilidade é levantada por muitos outros, que não somente arquitetos, e em certas situações me questiono até que ponto se sustenta a credibilidade da classificação como sustentável do objeto em debate. Para não cair em enganos, o jeito é estudar mais e se manter sempre informado. Discernimento é um poderoso escudo quando se vive entre tantos slogans e propagandas talvez não tão sustentáveis assim.

O volume verde da imagem acima, instalado sobre o volume branco aparentemente mais antigo, trata-se de um protótipo de casa que se comporta como parasita em estruturas urbanas. O projeto denominado P.A.R.A.S.I.T.E., foi desenvolvido pela dupla de arquitetos holandeses Rien Korteknie e Mechthild Stuhlmacher para uma série de  soluções experimentais de pequenas casas urbanas.

A construção foi executada no topo de uma antiga fábrica em Roterdã, que foi recuperada e hoje abriga espaços para práticas artísticas. O Material utilizado para a construção desta residência foram painéis pré-fabricados de madeira, chamados de LenoTec que são feitos de resíduos de madeira e podem ser usados em pisos, paredes e até mesmo telhados.

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O uso de material reciclado para a construção desta casa é sustentável porque evita o corte de árvores para adquirir matéria prima. Além disso, a técnica construtiva mais racional do pré-fabricado gera menos entulho e assim preserva o meio ambiente. Mas, o principal ponto sustentável desta arquitetura, que aliás é o ponto central da discussão deste projeto, é a relação que estabelece com a cidade.

Um dos problemas dos grandes centros urbanos, em todo mundo, é a escassez de espaço para se erguer novas consrtuções e a existência de imóveis subutilizados que poderiam exercer outras funções no tecido urbano. O projeto P.A.R.A.S.I.T.E. chama a atenção para a possibilidade de ocupar esses edifícios subutilizados e até mesmo os topos de prédios existentes com novas construções, sem a necessidade de demolições ou utilização de lotes vazios.

O protótipo proposto pelos arquitetos mostra que é possivel esse tipo de habitação, com todo o conforto que se espera de uma casa convencional. O projeto foi desenvolvido com o auxilio de um software 3D, que também foi usado na fabricação dos painéis de madeira. A sigla P.A.R.A.S.I.T.E. vem de Prototype for Advanced Ready-made Amphibious Small-Scale Individual Temporary Ecological (joga no google!)

Imagine viver sobre um centro cultural com uma vista para uma bela cidade?!

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Encontrei esse projeto em um e-book que peguei na internet chamado The Green House. New Directions in Sustainable Architecture, de Alanna Stang e Christopher Hawthorne.

Rafael Alcantara

2IEN +ORTEKNIE

AND -ECHTHILD 3TUHLMACHER

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Written by Rafael Alcantara

17 de outubro de 2009 às 11:32 pm

Publicado em Arquitetura

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